quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Shantala é um ato de amor", diz praticante

A paulistana Carolina Hess, 30 anos, fez questão de dar ao filho, Bento, o garoto que ilustra esta reportagem, tudo o que não teve quando era criança. Adepta do parto natural, descobriu a shantala, uma massagem oriental para bebês, nas aulas de ioga para gestantes.

Hoje, com 5 meses, o pequeno e sua mãe passam horas se conhecendo e trocando olhares. Entre eles, existe uma forte conexão, que foi sendo construída por meio do tato, uma nutrição de pele. Isso porque, antes de mais nada, a shantala é um ato de amor. Depois de meses de muito contato entre mãe e filho, durante a gestação, o nascimento, para os partidários do parto natural, é entendido como uma separação abrupta e o bebê se sente desprotegido.

Com a massagem, esse laço pode ser restabelecido. “Através do toque, cria-se um vínculo ainda maior entre a mãe e a criança, que recebe carinho e aconchego, fica mais segura e se adapta melhor e mais rápido ao novo ambiente”, defende Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

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