A paulistana Carolina Hess, 30 anos, fez questão de dar ao filho, Bento, o garoto que ilustra esta reportagem, tudo o que não teve quando era criança. Adepta do parto natural, descobriu a shantala, uma massagem oriental para bebês, nas aulas de ioga para gestantes.
Hoje, com 5 meses, o pequeno e sua mãe passam horas se conhecendo e trocando olhares. Entre eles, existe uma forte conexão, que foi sendo construída por meio do tato, uma nutrição de pele. Isso porque, antes de mais nada, a shantala é um ato de amor. Depois de meses de muito contato entre mãe e filho, durante a gestação, o nascimento, para os partidários do parto natural, é entendido como uma separação abrupta e o bebê se sente desprotegido.
Com a massagem, esse laço pode ser restabelecido. “Através do toque, cria-se um vínculo ainda maior entre a mãe e a criança, que recebe carinho e aconchego, fica mais segura e se adapta melhor e mais rápido ao novo ambiente”, defende Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.
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Asssuntos para bebes, e outras dicas
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Shantala: o que fazer quando o bebê ficar arredio
Por mais que a mãe se prepare para fazer a shantala em seu filho, pode ser que ele não goste da massagem e até reaja de maneira arredia. É normal se sentir frustrada quando isso acontece e, nesse caso, a melhor opção é ir com calma. Apenas alisar as mãozinhas ou os pezinhos dele pode ser um bom começo, até que o pequeno se acostume com o toque.
A terapeuta Veena Mukti conta que, quando seu filho mais velho nasceu, bastava colocá-lo na posição da shantala para que ele começasse a chorar. Com o tempo, ela percebeu que a ansiedade de querer fazer a massagem perfeita, seguindo todas as técnicas, era o que o deixava nervoso.
O pediatra Alessandro Danesi lembra que a massagem traz benefícios também para as mães, que relaxam juntamente com o pequeno. Veena diz que, mesmo as mulheres que ainda não tiveram seu filho e fazem o curso de shantala com bonecas, à medida que fazem os movimentos, vão se acalmando e se equilibrando. Então, é só aprender a técnica e aproveitar!
A terapeuta Veena Mukti conta que, quando seu filho mais velho nasceu, bastava colocá-lo na posição da shantala para que ele começasse a chorar. Com o tempo, ela percebeu que a ansiedade de querer fazer a massagem perfeita, seguindo todas as técnicas, era o que o deixava nervoso.
O pediatra Alessandro Danesi lembra que a massagem traz benefícios também para as mães, que relaxam juntamente com o pequeno. Veena diz que, mesmo as mulheres que ainda não tiveram seu filho e fazem o curso de shantala com bonecas, à medida que fazem os movimentos, vão se acalmando e se equilibrando. Então, é só aprender a técnica e aproveitar!
Shantala alivia cólicas e deixa bebê mais tranqüilo
Os toques, que abrangem todo o corpo do bebê, trabalham as regiões do corpo: peito, barriga, costas, pernas, braços e rosto. A criança fica mais tranquila e menos chorosa e dá menos trabalho na troca de fraldas e durante as refeições. Além disso, o relaxamento contribui para o alívio das cólicas e garante um sono gostoso.
• A massagem no peito melhora a respiração porque expande a caixa torácica. Os movimentos na barriga auxiliam o funcionamento do intestino e do estômago. A própria posição em que o bebê fica, de costas, estimula a coluna vertebral, e a movimentação de braços, mãos, pernas e pés facilita o desenvolvimento da musculatura e o aprendizado de abrir e fechar, pegar e soltar.
• A shantala ainda traz a consciência corporal. “A criança ganha mais noção de espaço e dos limites do seu corpo, se movimenta melhor. À medida que ela vai crescendo, não cai com facilidade e não esbarra tanto nas coisas enquanto anda de um lado para o outro”, lembra a terapeuta Veena Mukti.
• A maior abertura no contato com outras pessoas é mais uma vantagem. Já que o pequeno possui esse contato físico de amor com os pais, tende a se tornar mais receptivo ao toque em geral e a ter mais facilidade para se relacionar.
• Um benefício extra é proporcionado para os bebês que nasceram de cesárea. Como não receberam a massagem original, ao passar pelo canal da vagina, eles podem se beneficiar muito dos movimentos da shantala.
• A massagem no peito melhora a respiração porque expande a caixa torácica. Os movimentos na barriga auxiliam o funcionamento do intestino e do estômago. A própria posição em que o bebê fica, de costas, estimula a coluna vertebral, e a movimentação de braços, mãos, pernas e pés facilita o desenvolvimento da musculatura e o aprendizado de abrir e fechar, pegar e soltar.
• A shantala ainda traz a consciência corporal. “A criança ganha mais noção de espaço e dos limites do seu corpo, se movimenta melhor. À medida que ela vai crescendo, não cai com facilidade e não esbarra tanto nas coisas enquanto anda de um lado para o outro”, lembra a terapeuta Veena Mukti.
• A maior abertura no contato com outras pessoas é mais uma vantagem. Já que o pequeno possui esse contato físico de amor com os pais, tende a se tornar mais receptivo ao toque em geral e a ter mais facilidade para se relacionar.
• Um benefício extra é proporcionado para os bebês que nasceram de cesárea. Como não receberam a massagem original, ao passar pelo canal da vagina, eles podem se beneficiar muito dos movimentos da shantala.
Para que entre na rotina do bebê, a terapeuta Veena Mukti orienta que a shantala seja praticada diariamente. O horário fica a critério da mãe, desde que a criança não esteja com sono, com fome ou chorando muito. Também é desaconselhável começar uma sessão logo depois da mamada. É importante esperar pelo menos meia hora depois que o bebê mamou no peito ou uma hora, se ele tomar mamadeira – tudo para evitar que o pequeno regurgite.
Vale reservar um tempo só para a shantala, de modo que a mãe não seja interrompida e possa seguir o passo-a-passo da técnica até o fim. Só a interrompa para atender às necessidades do bebê – um xixi, por exemplo. “Se for uma pausa rápida, é possível continuar do ponto onde se parou. Se forem mais de dez minutos, o ideal é recomeçar”, orienta Veena.
Se o bebê estiver gripado, com febre ou outro sintoma, a prática deve ficar suspensa. Caso ele durma, deixe a massagem para outro momento. Especialmente no verão, se a pele dele estiver sensível ou com brotoejas, evite a massagem e o uso de óleo.
Como a criança deve ser massageada sem roupa, cheque se o ambiente está aquecido, com uma temperatura agradável, principalmente no inverno. E aqueça as mãos em água morna antes de tocá-lo.
O toque é firme, de modo que a mãe sinta a musculatura do bebê, mas a intensidade precisa ser confortável para os dois. O óleo vegetal puro – prefira os de farmácias de manipulação – ajuda a esquentar as mãos e facilita o deslizamento pelo corpo da criança.
Para as crianças que têm refluxo, é sempre bom colocar uma almofada sobre as pernas da mãe para que a cabecinha não fique tão baixa. Além disso, procure se proteger com uma fralda – afinal, quando o bebê relaxa, o intestino tende a funcionar.
O estado emocional de quem aplica a shantala influencia o bem-estar do pequenino. Por isso, em dias tensos, a sugestão é que, antes de pôr as mãos à obra, a mãe tome um banho relaxante, respire fundo e fique em silêncio.
Originalmente, a shantala era realizada pela mãe, mas, no Brasil, os terapeutas estimulam os pais e as pessoas próximas a também praticar a técnica.
Vale reservar um tempo só para a shantala, de modo que a mãe não seja interrompida e possa seguir o passo-a-passo da técnica até o fim. Só a interrompa para atender às necessidades do bebê – um xixi, por exemplo. “Se for uma pausa rápida, é possível continuar do ponto onde se parou. Se forem mais de dez minutos, o ideal é recomeçar”, orienta Veena.
Se o bebê estiver gripado, com febre ou outro sintoma, a prática deve ficar suspensa. Caso ele durma, deixe a massagem para outro momento. Especialmente no verão, se a pele dele estiver sensível ou com brotoejas, evite a massagem e o uso de óleo.
Como a criança deve ser massageada sem roupa, cheque se o ambiente está aquecido, com uma temperatura agradável, principalmente no inverno. E aqueça as mãos em água morna antes de tocá-lo.
O toque é firme, de modo que a mãe sinta a musculatura do bebê, mas a intensidade precisa ser confortável para os dois. O óleo vegetal puro – prefira os de farmácias de manipulação – ajuda a esquentar as mãos e facilita o deslizamento pelo corpo da criança.
Para as crianças que têm refluxo, é sempre bom colocar uma almofada sobre as pernas da mãe para que a cabecinha não fique tão baixa. Além disso, procure se proteger com uma fralda – afinal, quando o bebê relaxa, o intestino tende a funcionar.
O estado emocional de quem aplica a shantala influencia o bem-estar do pequenino. Por isso, em dias tensos, a sugestão é que, antes de pôr as mãos à obra, a mãe tome um banho relaxante, respire fundo e fique em silêncio.
Originalmente, a shantala era realizada pela mãe, mas, no Brasil, os terapeutas estimulam os pais e as pessoas próximas a também praticar a técnica.
Essa massagem para bebê ficou conhecida no Ocidente durante a década de 1970, quando o obstetra francês Frédérick Leboyer passeava pelas ruas de Calcutá, na Índia, e viu uma moça paraplégica, que se chamava Shantala, massageando seu filho. Ele ficou encantado com o ritual de harmonia e ternura entre os dois e voltou ao local onde ela estava por vários dias para fotografar a sequência de movimentos. Ao retornar à França, o médico publicou o livro Shantala: Uma Arte Tradicional, Massagem para Bebês (Editora Ground), traduzido para o português em 1976.
“A prática deve ser feita em silêncio. Durante todo o tempo, há a conexão entre o olhar do bebê e o olhar da mãe e outra linguagem, sem palavras, se estabelece entre ambos”, ressalta Veena Mukti, terapeuta e professora de shantala, de São Paulo.
Segundo o ensinamento mais tradicional, o bebê pode começar a receber esse toque diferenciado depois do primeiro mês de vida. Isso porque, antes disso, fica difícil encontrar uma brecha entre as trocas de fralda, as mamadas e os longos períodos de sono. Mas, para o pediatra Alessandro Danesi, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a técnica já pode ser empregada desde os primeiros dias do recém-nascido.
“A prática deve ser feita em silêncio. Durante todo o tempo, há a conexão entre o olhar do bebê e o olhar da mãe e outra linguagem, sem palavras, se estabelece entre ambos”, ressalta Veena Mukti, terapeuta e professora de shantala, de São Paulo.
Segundo o ensinamento mais tradicional, o bebê pode começar a receber esse toque diferenciado depois do primeiro mês de vida. Isso porque, antes disso, fica difícil encontrar uma brecha entre as trocas de fralda, as mamadas e os longos períodos de sono. Mas, para o pediatra Alessandro Danesi, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a técnica já pode ser empregada desde os primeiros dias do recém-nascido.
Passo 1
Sente-se no chão, mantenha as costas apoiadas na parede e as pernas esticadas. Aqueça suas mãos em água morna ou friccionando-as com o óleo vegetal puro. Cada movimento deve ser repetido de três a dez vezes. Deslize as mãos espalmadas do centro do peito do bebê para as axilas e do centro do peito para os ombros
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